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Você sabe quem é o Hebiatra?

Médico especialista no cuidado físico e mental dos adolescentes

09/09/2021 11h56 Atualizada há 2 meses
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Por: Stéffany Santos
Fonte da Imagem: Dr. Jorge Huberman
Fonte da Imagem: Dr. Jorge Huberman

O cuidado com a saúde dos filhos em fase de crescimento passa não só pelo pediatra. Deve prosseguir principalmente na adolescência, quando as mudanças no corpo acontecem em função da puberdade. Para atender esse público, a medicina conta com um especialista: o hebiatra. Criada ainda na década 70, a especialidade tem foco no atendimento de saúde de meninos e meninas com idade entre 10 e 19 anos.

A adolescência é uma fase complexa da vida do ser humano, em que as mudanças não são poucas. E o hebiatra está preparado para lidar com temas como o estirão de crescimento, a obesidade, a maturação sexual, entre outros. E tem mais: o hebiatra é capacitado a tratar as transformações psicossociais comuns na vida dos jovens.

“É necessário se conscientizar que a saúde dos filhos deve ser cuidada ao longo de toda a fase de desenvolvimento. Não só nos primeiros anos de vida”, comenta a hebiatra da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (DF) Denise O’Campos.

Os hebiatras, acompanham o crescimento e desenvolvimento não só físico, mas psicossocial do adolescente. É feita uma abordagem sobre a saúde sexual e reprodutiva, avaliação da saúde mental, além da detecção e acompanhamento de doenças crônicas, como diabetes e lúpus, por exemplo. 

Denise alerta que “Os adolescentes de hoje estão sofrendo de ansiedade, insônia, depressão e observa-se ainda automutilação e tentativa de suicídio. Muitos não estão querendo mais brincar, sair para os espaços sociais. Ficam mais em casa ‘vidrados’ nas telas ou no videogame. Então, isso é uma grande preocupação. A dependência tecnológica do adolescente é algo que tem preocupado. É essencial avaliar se o adolescente está tendo algum sofrimento psíquico que pode gerar esses comportamentos. Não só o contexto familiar, mas perguntar como está o rendimento escolar, as relações de amizade”. 

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E a hebiatra, Denise, diz que é importante que os pais não deixem de cuidar da saúde dos filhos após a primeira infância. Os cuidados devem ser mantidos durante todo o desenvolvimento. E, também pontua a importância do diálogo entre pais e adolescentes. “Observamos que quando a criança se torna adolescente os pais deixam de conversar, diminuem o carinho, não estão mais tão próximos. Mas, é importante frisar que a pessoa está passando por um processo grande de mudanças. O adolescente é reativo, questionador. E às vezes, os pais identificam isso como um problema de relacionamento com eles. Esse comportamento reativo é uma ‘causa adolescente’, é uma causa dele. Não uma ‘causa’ do adulto”, observou.

*Com informações Agência Brasília

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