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Pâncreas artificial passa em testes e vira esperança para diabéticos e insuficientes renais

A medicina aliada à tecnologia segue avançando a passos largos

12/09/2021 16h30
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Por: Vítor Tobias
Créditos: University of Cambridge
Créditos: University of Cambridge

Pesquisadores da Universidade de Cambridge, no Reino Unido, e do Hospital Universitário de Berna, na Suíça, começaram a testar um pâncreas artificial em pacientes com doenças renais e pancreáticas.

O órgão artificial, que está em fase experimental, tem ajudado os pacientes a gerenciar com segurança seus níveis de açúcar no sangue. Em breve, ele poderá ajudar as pessoas que vivem com diabetes tipo 2 e que também precisam de diálise renal.

De acordo com o portal Diário da Saúde, o diabetes é a causa mais comum de insuficiência renal, respondendo por quase um terço dos casos. Além disso, se o número de pessoas que vivem com diabetes tipo 2 aumenta, também aumenta o número de pessoas que precisam de diálise ou transplante de rim.

No caso da insuficiência renal, há um risco maior do paciente desenvolver hipoglicemia e hiperglicemia – níveis muito baixos ou altos de açúcar no sangue, respectivamente – que por sua vez podem causar complicações, desde tonturas e quedas até coma.

Com tantas possibilidades ruins de diagnóstico e dificuldades para pacientes e profissionais de saúde gerenciar a situação da doença, a chegada do pâncreas artificial vem para trazer qualidade de vida e estabilidade para os pacientes.

Com ele, é possível substituir as injeções de insulina para pacientes que vivem com diabetes tipo 1.

Fase de testes em estágio avançado

Os pesquisadores estão otimistas com os resultados obtidos na primeira etapa, onde eles demonstraram que o aparelho pode também ser usado para dar suporte aos pacientes que vivem com diabetes tipo 2 e insuficiência renal.

O mais legal de tudo é a integração do órgão artificial com outros dispositivos, como os smartphones. Por meio de um aplicativo rodando no celular do paciente, é possível gerenciar o pâncreas, até ajustando o nível de insulina que o paciente recebe. Um monitor de glicose mede os níveis de açúcar no sangue e os envia de volta ao aplicativo, para permitir que ele faça ajustes adicionais.

Por fim, outros benefícios do pâncreas artificial relatados pelos pacientes incluíram menos necessidade de verificações do açúcar no sangue por picada no dedo, menos tempo necessário para controlar o diabetes, resultando em mais tempo e liberdade pessoal, e maior tranquilidade e segurança.

*Com informações do Cambridge UK

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