Segunda, 25 de Outubro de 2021 22:23
61996377502
Notícias Saúde

Dia Nacional da Doação de Órgãos

Seja um herói da vida real e expresse a seus familiares o desejo de ser doador de órgão

27/09/2021 08h30
51
Por: Stéffany Santos
Fonte da Imagem: GZH
Fonte da Imagem: GZH

O Brasil é referência mundial na área de transplantes e possui o maior sistema público de transplantes do mundo. Atualmente, cerca de 96% dos procedimentos de todo o País são financiados pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Em números absolutos, o Brasil é o 2º maior transplantador do mundo, atrás apenas dos EUA. Os pacientes recebem assistência integral e gratuita, incluindo exames preparatórios, cirurgia, acompanhamento e medicamentos pós-transplante, pela rede pública de saúde.

O mês de setembro foi escolhido para intensificar a campanha de doação de órgãos no Brasil, é o Setembro Verde. E para conscientizar a sociedade sobre a importância da doação e, ao mesmo tempo, fazer com que as pessoas conversem com seus familiares e amigos sobre o assunto, o Dia Nacional da Doação de Órgão foi  instituído pela Lei nº 11.584/2.007.

Mas, apesar de o Brasil ser referência no assunto, o transplante de órgão não é compreendido por todos, o que gera muita polêmica. 

De acordo com o Ministério da Saúde, a doação só pode ser realizada depois que a família do doador autoriza o procedimento. Por isso, é importante conversar com familiares e amigos para deixar claro seu desejo. Pois, infelizmente, cerca de metade das famílias recusa a doação. 

Um estudo da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) identificou três motivos principais para a alta taxa de recusa ao transplante, o que não ocorre só no Brasil: incompreensão da morte encefálica, falta de preparo da equipe para fazer a comunicação sobre a morte e religião. Tal recusa aumenta ainda mais o tempo de espera por um transplante.

Antigamente, era possível que o doador expressasse sua vontade no próprio documento, mas hoje em dia o que prevalece é a vontade da família. A vontade do doador, expressamente registrada, também pode ser aceita, caso haja decisão judicial nesse sentido. Mas o ideal é que o processo seja rápido. Em razão disso tudo, orienta-se que a pessoa que deseja ser doador de órgãos e tecidos comunique sua vontade aos seus familiares.

A doação de órgãos é um ato nobre que pode salvar vidas. Muitas vezes, o transplante de órgãos pode ser a única esperança de vida ou a oportunidade de um recomeço para pessoas que precisam de doação. O transplante de órgãos é um procedimento cirúrgico que consiste na reposição de um órgão (coração, fígado, pâncreas, pulmão, rim) ou tecido (medula óssea, ossos, córneas) de uma pessoa doente (receptor) por outro órgão ou tecido normal de um doador, vivo ou morto.

Quais são os tipos de doador?

Existem dois tipos de doador:

  • O primeiro é o doador vivo. Pode ser qualquer pessoa que concorde com a doação, desde que não prejudique a sua própria saúde. O doador vivo pode doar um dos rins, parte do fígado, parte da medula óssea ou parte do pulmão. Pela lei, parentes até o quarto grau e cônjuges podem ser doadores. Não parentes, só com autorização judicial.
  • O segundo tipo é o doador falecido. São pacientes com morte encefálica, geralmente vítimas de catástrofes cerebrais, como traumatismo craniano ou AVC (derrame cerebral).

Lista de espera

Hoje a lista de espera por um transplante tem mais de 50 mil pessoas. Número que teve considerável aumento devido a queda de cerca de 12% no número de doadores por conta da pandemia da Covid-19.

Segundo o integrante da ABTO (Associação Brasileira de Transplante de Órgãos) a situação da lista de espera não se limita ao aumento de pacientes esperando por um órgão e queda nas doações, mas também aumento de mortes por contaminação pela Covid-19. 

Valter Duro revelou que a lista de espera para transplante renal cresceu 5,8%, enquanto o ingresso em lista caiu 32%. "E a mortalidade em lista aumentou 33%, talvez em decorrência do maior risco de exposição ao covid, pela necessidade de realizar hemodiálise". A lista de espera para o transplante de córneas também cresceu. No caso, 38%, enquanto o ingresso em lista caiu 37%. "No [transplante de] fígado, por exemplo, o número de pacientes e a taxa de ingresso em lista de espera caíram 13% e 19%, respectivamente, e a mortalidade em lista aumentou 5%", acrescenta Duro.

Nenhum comentário
500 caracteres restantes.
Comentar
Mostrar mais comentários
* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
Ele1 - Criar site de notícias