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Notícias Meio Ambiente

Tijolos ecológicos com fibras vegetais e cascalho

Produto também dispensa o processo da queima, chegando ao ponto ideal somente com uma prensa

29/09/2021 16h30
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Por: Vítor Tobias
Fotos: Reprodução / TV Anhanguera
Fotos: Reprodução / TV Anhanguera

Três alunos do 1º ano do ensino médio de um colégio público desenvolveram tijolos ecológicos com fibras vegetais e cascalho para construir uma casa em um assentamento na zonal rural de Amaralina, no norte de Goiás, onde moradores vivem em barracos feitos de lona. Com o projeto, eles participam de um concurso nacional e precisam arrecadar R$ 25 mil para construir o alicerce, fazer as instalações hidráulicas e a parte elétrica da primeira moradia.

Os estudantes do Colégio Estadual Josino Silva estão entre os 20 semifinalistas no Prêmio Respostas para o Amanhã, da Samsung, e são os únicos de Goiás a chegarem à semifinal. Os semifinalistas foram escolhidos por um comitê técnico de avaliação, com base nos critérios definidos: relevância científica, viabilidade, habilidades mobilizadas, criatividade e inovação, entre outros.

O professor George Fontenelle Costa coordena os alunos há mais de três meses por meio do programa de mediação tecnológica Goiástec, do governo de Goiás. Segundo ele, o diferencial dos tijolos ecológicos deles é o material, já que eles são feitos de fibras de coco, bucha vegetal e cascalho. Além disso, o produto, que ainda está em fase de testes, não precisa passar pela “queima”, mas, sim, pela prensa, que eles mesmos construíram.

“O objetivo do projeto é desenvolver um tijolo ecológico que seja viável para ser utilizado no assentamento e produzir uma prensa de material reciclável, viável e que tenha eficiência próxima às comerciais”, disse.

Até a última semana, Fontenelle só tinha coordenado o projeto a distância. Depois de muitas reuniões à procura de um laboratório para realizar os testes com os tijolos, eles conseguiram parceria com uma empresa de Goiânia e, na última segunda-feira (20), se encontraram pessoalmente pela primeira vez.

“Nesse encontro, a produção deles foi mais do que a produção de uma semana toda. Vamos ter que nos encontrar outras vezes, pois precisamos fazer oito análises em laboratórios. Nesta viagem que eles fizeram, fizemos quatro, temos que fazer mais quatro. Nós já conseguimos fazer o tijolo, mas precisamos aperfeiçoá-lo”, disse.

Segundo a diretora do laboratório Contech, Francielle Diemer, além de disponibilizar o local para a testagem do produto, a empresa também vai aprovar a qualidade para que as casas sejam construídas com segurança.

“A gente está ajustando a quantidade de água e a quantidade ideal de cimento, porque, pela normativa, a gente não pode passar de 10% de cimento, porque se não, ele não se encaixa no tijolo ecológico. Então, a gente vai ter que trabalhar dentro dessa porcentagem para cumprir com o objetivo, que é o uso do tijolo ecológico na construção das casas”, disse.

*Com informações do portal Razões para Acreditar.

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