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Ações de Facebook caem após entrevista de ex-funcionária

A queda dos aplicativos pertencentes ao Facebook, também contribuíram para a queda das ações.

05/10/2021 08h00 Atualizada há 3 semanas
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Por: Stéffany Santos
Fonte da Imagem: Olhar Digital
Fonte da Imagem: Olhar Digital

A ex-funcionária do Facebook, Frances Haugen, de 37 anos, vem travando uma batalha contra a empresa desde setembro, pois não concorda com a política de “colocar os lucros acima da segurança dos usuários”.

No domingo (3), Frances deu uma entrevista à emissora de TV "CBS News", onde, além de acusar a empresa Facebook de "colocar os lucros acima da segurança", também afirmou que "agiu para ajudar a incentivar mudanças na gigante das mídias sociais, não para despertar raiva".

"O Facebook ganha mais dinheiro quando você consome mais conteúdo. As pessoas gostam de se envolver com coisas que provocam uma reação emocional. E quanto mais você sentir raiva, mas vai interagir, mais vai consumir“, disse Haugen.

Haugen, que trabalhou como gerente de produtos na companhia e era responsável por projetos relacionados com eleições, também foi responsável pela divulgação de documentos, os quais estão sendo notícia desde meados de setembro, indicando que o Facebook protegia celebridades das regras de conteúdo, que a empresa sabia que o Instagram é "tóxico" para os adolescentes e que a resposta da empresa às preocupações dos funcionários sobre o tráfico de pessoas foi muitas vezes "fraca".

Frances é engenheira da computação e já trabalhou para outras empresas de tecnologia, como o Google e o Pinterest, e se especializou na criação de algoritmos que decidem o que as pessoas irão visualizar em seus feeds. Segundo ela, o Facebook é "substancialmente pior" que tudo o que já viu antes.

Desde setembro, quando o esquema denunciado por Haugen foi exposto pelo WSJ, as ações do Facebook colhem queda de cerca de 10%. Entre a veiculação da entrevista de Frances e a queda dos aplicativos, as ações da empresa caíram quase 5%.

A fortuna de Mark Zuckerberg foi de US$140 bilhões para US$121 bilhões de dólares. O que fez Zuckerberg cair para a sexta posição no ranking de bilionários.

Facebook nega acusações

O Facebook reagiu às reportagens do "Wall Street Journal" na voz de Nick Clegg, vice-presidente de relações globais do Facebook, que publicou uma série de tuítes em 18 de setembro apontando o que chamou de "caracterizações errôneas" das matérias.

Segundo ele, as alegações de que o Facebook ignoraria de forma deliberada e sistemática pesquisas inconvenientes são "falsas". A rede também disse que os documentos vazados foram divulgados ao público "sem contexto" o suficiente e decidiu publicar os materiais com "anotações".

O Facebook declarou que: "Todos os dias, nossas equipes trabalham para proteger a capacidade de bilhões de pessoas de se expressar abertamente e, ao mesmo tempo, manter nossa plataforma um lugar seguro e positivo. Continuamos a fazer melhorias significativas para combater a desinformação e conteúdo prejudicial em nossos serviços. Sugerir que encorajamos conteúdo nocivo e não fazemos nada a respeito simplesmente não é verdade".

Contudo, Frances Haugen vai prestar depoimento, no Congresso Americano, contra o Facebook nesta terça-feira (5).

*Com informações Uol e G1

 

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