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Educação Financeira deve começar na escola

Saber lidar com dinheiro é uma necessidade de 100% da população, então porque não aprender na escola?

07/10/2021 10h21
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Por: Stéffany Santos
Fonte da Imagem: Exame Invest
Fonte da Imagem: Exame Invest

Como é sua relação com o dinheiro? Você sempre soube administrar suas finanças? É daqueles que sabe a importância de poupar? 

Com certeza, boa parte do que você sabe hoje, aprendeu errando e se enrolando com as contas, não é mesmo?!

Se você, que é adulto e já trabalha com dinheiro a certo tempo, tem suas dificuldades, imagine as crianças, que vivem distantes dessa realidade até que a necessidade de assumir as próprias contas aparece. 

Aí começa a discussão, a escola ensina tantas coisas que são específicas de determinadas profissões, porque não falar de dinheiro, que é uma necessidade de todos?!

Hoje a educação financeira é uma responsabilidade exclusiva das famílias, mas como ensinar algo que nem você sabe direito?

O investidor financeiro mirim, Felipe Molero, de apenas 13 anos, costuma dizer em suas redes sociais que as escolas ensinam temas que apenas 5% dos alunos usaram na vida adulta e não ensinam a trabalhar com dinheiro, que 100% deles usarão.

Como deixar o ensino financeiro apenas nas mãos das famílias em um país onde mais de 40% da população adulta tem algum tipo de dificuldade financeira? Como esses pais saberão ensinar sobre inflação, IPCA e investimentos. Por isso, especialistas insistem que esse ensino deve estar nas escolas.

E em 2020, o Ministério da Educação (MEC) tornou obrigatório o ensino de educação financeira nas escolas. Desde então, as instituições de ensino devem atender às novas diretrizes da Base Nacional Comum Curricular (BNCC).

A decisão do MEC, no entanto, não transforma o letramento financeiro em um componente curricular a ser estudado, mas sim em um dos temas a serem desenvolvidos dentro da disciplina de Matemática.

De acordo com a BNCC, o ensino fundamental deve oferecer o estudo de conceitos básicos de economia e finanças. Além de temas como taxas de juros, inflação, aplicações financeiras, rentabilidade, investimentos e impostos. Já os alunos do ensino médio aprendem sobre temas mais complexos, como o sistema monetário nacional e mundial.

Nas escolas de tempo integral, a educação financeira também está disponível no componente “eletivas”. Ou seja, ofertada dentro de uma disciplina optativa.

Mas levar instrução financeira para as escolas envolve uma série de desafios. Eles vão desde a formação de professores, passando pela oferta de material didático adequado e também incluem a garantia de tempo para que os professores se dediquem ao preparo das aulas.

E para que a educação financeira seja realidade, em 17 de agosto o governo federal lançou, por meio do Ministério da Educação (MEC) em parceria com a Comissão de Valores Mobiliários (CVM), o Programa Educação Financeira nas Escolas. O Programa tem o objetivo de oferecer aos professores cursos gratuitos de formação em educação financeira, para que o tema esteja presente nas salas de aula. A expectativa inicial é a de capacitar, em três anos, 500 mil professores, que poderão levar o tema a mais de 25 milhões de estudantes brasileiros.

Novos temas no currículo escolar

Foi aprovado em Plenário, em 30 de setembro, em votação simbólica, o PL 2.944/2021, que altera a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB) para incluir os temas "empreendedorismo" e "inovação" nos currículos da educação básica e superior. A matéria vai à Câmara.

A senadora Kátia Abreu afirmou que o Ministério da Educação em parceria com o Sebrae está capacitando em empreendedorismo 540 mil professores em todo o país nos próximos 36 meses. Ela disse ter certeza que esses novos temas transversais vão ajudar crianças e jovens a desenvolver a “liderança, atitude, criatividade” e outras qualidades.

Afinal, conhecimento nunca é demais e levar esses assuntos do cotidiano para dentro das escolas permite que as crianças cheguem muito mais preparados na vida adulta.

 

Com informações Agência Senado e FundaCred

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