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Como está sua autoestima hoje?

A imersão nas redes sociais tem nos moldado a buscar realidades irreais

11/10/2021 12h47
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Por: Stéffany Santos
Fonte da Imagem: A Mente é Maravilhosa
Fonte da Imagem: A Mente é Maravilhosa

O psicólogo clínico Rodrigo Casemiro esclarece que a autoestima pode ser definida como o valor que a pessoa dá a si mesma, e este valor recebe influências externas e internas. As fontes externas são resultado de como os outros nos vêem, nos avaliam, nos percebem. E as internas são diretamente resultado de como nos avaliamos e nos percebemos. Mas no mundo de hoje, estamos nos vendo de acordo com os moldes das redes sociais: corpos perfeitos, vidas perfeitas, só sorrisos e festas.

Assim, chegam aos nossos celulares imagens pouco realistas de como nós e nosso dia a dia deveríamos ser. Somos apresentados a um estereótipo de beleza e estilo de vida que não é facilmente alcançável. Isso pode gerar mal-estar. Assim, essa é uma parte do impacto das redes sociais na nossa autoestima.

Quando vemos que a nossa realidade não corresponde ao que se supõe que deveria ser, surge o conflito interno. Vendo essas publicações, podemos estabelecer para nós objetivos e metas pouco realistas e dificilmente alcançáveis. Dessa forma, quando vemos que não conseguimos, nossa autoestima diminui.

A tecnologia pode tanto beneficiar quanto prejudicar a autoestima. A tecnologia permite a expressão, a comunicação, a manifestação de si, e pode alcançar todos os continentes. A autoestima pode se fortalecer ou ruir de acordo como a pessoa é recebida no mundo virtual, que é real também, pois muitas vezes a tecnologia nos conecta com quem está exatamente ao nosso lado, no mesmo ambiente. Já a dosagem do uso da tecnologia também pode ter efeitos devastadores. O software ou aplicativo que foi criado para fazer ajustes em fotos, por exemplo, pode criar uma dependência cada vez maior de filtros e correções do que se julga imperfeito, tudo para criar um estado ilusório de perfeição e bem-estar.

De acordo com uma pesquisa realizada pela marca DOVE, 92% das mulheres já deixaram de fazer algo importante para elas por se sentirem insatisfeitas com sua aparência, sendo que apenas 4% das participantes se definiram como belas. Além disso, 59% se sentiram pressionadas a serem bonitas.

Joanna Burigo, criadora do projeto feminista A Casa da Mãe Joana, entende que somos constantemente bombardeadas por imagens que são consideradas a beleza ideal. Quando pensamos em autoestima e autoimagem feminina, somos pressionadas por um padrão que é estabelecido.

Para ela, o padrão do feminino ideal cria essa feminilidade e um conjunto de códigos que funciona como valores. Então expressões como ‘bela, recatada e do lar’, significam que há um controle sobre como a mulher deve parecer, ser e onde deve pertencer.

Para Joanna, as mulheres se sentem obrigadas a cumprir certas narrativas que não fazem parte da realidade delas. “Estamos apenas perseguindo esse direito de ser quem realmente somos fora desses padrões”, disse.

Segundo ela, existe uma indústria que deseja manter as mulheres inseguras a fim de buscar mais consumo por produtos, cirurgias, tratamentos que visam certo padrão de beleza e que, por tal ambição, temos angústias por não atender um padrão que é muitas vezes inatingível. “Eu mesma já passei por isso quando adolescente, que deixava de sair de casa por ter uma espinha, por ver uma celulite, dobrinhas” que são coisas que todas nós temos”, contou.

Você já se sentiu constrangida por não estar dentro dos padrões de beleza das redes sociais?

É muito importante saber que não estar dentro dos padrões das redes sociais é o que é normal. Se você é saudável, os padrões das redes sociais não devem lhe bloquear.

*Com informações Ecole Brasil e A Mente é a Maravilhosa

 

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