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Filósofo explica como encontrar a profissão dos sonhos

A escolha de uma profissão costuma causar ansiedade nos jovens. Segundo o filósofo Roman Kznaric a chave do sucesso é tentar.

14/10/2021 13h30
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Por: Vítor Tobias
Créditos: divulgação
Créditos: divulgação

Qual conselho você daria para um jovem se encontrar em alguma vocação?

Há uma citação que dizem ser de Aristóteles: "onde as necessidades do mundo e seus talentos se encontram, aí está sua vocação". Procurei na obra dele e não consegui achar em lugar nenhum, mas não importa. O importante nisso é reconhecer que existem problemas no mundo com os quais temos uma responsabilidade como seres humanos.

Quais são as necessidades do mundo, o que está acontecendo agora e que deveríamos estar enfrentando, como a crise climática? Mas também é sobre o que eu sou bom: meus talentos, aquilo pelo que tenho paixão. Para encontrar um trabalho gratificante é preciso um propósito maior do que o eu, mas não joguemos o eu fora.

Uma das ideias de "Como encontrar o trabalho da sua vida" é sobre ser um realizador amplo, um mestre de muitas coisas, como Leonardo da Vinci na Renascença, que era um artista, um cientista e um músico.

Você pode pensar: isso é um luxo. Mas, na verdade, acho que é o oposto. Hoje ninguém mais tem um trabalho garantido, não sabemos o que se deve aprender porque o ambiente de trabalho está mudando muito e talvez seu trabalho seja feito por uma máquina daqui dez anos. É preciso ser multifacetado, ter uma diversidade de habilidades, ser hiperadaptável.

O que fazer nessa situação?

Quando eu saí da universidade, eu experimentei, fiz todo tipo de trabalho. Fui jornalista, acadêmico, jardineiro, tentei marcenaria, pensei em ser professor de tênis. Não quero defender isso em um mundo onde nem todo mundo tem esse tipo de oportunidade. Mas acho que experimentar é a melhor maneira de descobrir o que você quer fazer.

Não sei como seria ter 20 e poucos anos, tendo acabado de sair da [pandemia de] covid. Há tantas limitações. Uma das ideias do "Como ser um bom ancestral" é que os jovens estão sobrecarregados com todo tipo de dívidas e problemas despejados neles pelas gerações mais velhas. Suas vidas estão sendo restringidas pelo que as gerações anteriores fizeram em termos de nossas economias e ecologias. E há jovens se organizando, dizendo, "ei, precisamos fazer algo sobre isso".

Como podemos tornar os benefícios de um trabalho gratificante coletivos, e não apenas individuais?

Algumas pessoas se realizam no trabalho fazendo algo só para elas. Talvez um artista. Ou pessoas que realmente acham gratificante ganhar muito dinheiro, porque saíram da pobreza. E isso é uma motivação real e profunda, não superficial. Mas o que as evidências da psicologia humana nos dizem é que nos sentimos mais realizados quando buscamos algo que vai além de nós, um propósito maior.

A questão é que esse propósito pode assumir várias formas. Pode ser encontrar uma cura para o câncer, dirigir uma organização em prol da floresta tropical, ou jogar futebol — que é sobre o seu talento, mas você também sente que está fazendo algo por pessoas de sua origem social ou raça.

*Com informações do Portal Uol.

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