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Companhia aérea troca saltos e saias de aeromoças por calças e tênis

Um dos objetivos é subverter o estereótipo da classe trabalhadora.

18/10/2021 13h23
Por: Vítor Tobias
Uniforme da Cia Aérea SkyUp (Foto: Reprodução/Instagram/skyup.aero)
Uniforme da Cia Aérea SkyUp (Foto: Reprodução/Instagram/skyup.aero)

 

Cabelos presos, sem um fio solto, tailleurs com saia tipo lápis bem justas, maquiagem poderosa e salto alto. É esta a imagem que ainda predomina em relação ao dress code de uma aeromoça. Ainda que por aqui companhias aéreas como TAM e Gol já tenham introduzido calças para algumas de suas funcionários, incluindo pilota, copilota e atendente, uma nova forma de pensar o uniforme das comissárias de bordo, com mais conforto, toma pulso mundo afora. E, entre as novidades, entram até os tênis.

A SkyUp Airlines, companhia lowcost da Ucrânia, por exemplo, acaba de lançar novo modelo de uniforme para as comissárias, com o objetivo de ser mais elegante e confortável. Daí a entrada dos tênis Nike Air Max 720, de terninhos com modelagem mais soltas, com lenços usados como enfeites e não mais amarrados no pescoço. O modelo do tênis, aliás, é o chamado "tênis feio", grandalhão e que lembra os calçados usados nos anos 1980 e 1990. Pode ser usado de várias formas fashion.

E no quesito beleza, penteados menos estruturados e maquiagem mais leve e natural, com ênfase para os olhos, em cores que reproduzem as do céu, incluindo o laranja do pôr-do-sol, entre outras tonalidades aplicadas com suavidade. As comissárias, aliás, foram fotografadas com os novos uniformes até com os cabelos soltos.

As mudanças foram feitas pela agência de consultoria Frame Fashion, também ucraniana, que entrevistou as profissionais para saber o que elas gostariam de mudar no vestuário profissional. De acordo com a consultoria, muitos elementos ainda presentes no uniforme estavam arraigados a imagens antigas, apesar de considerados clássicos.

"O surgimento desses itens foi causado por necessidade de cada época: o chapéu pequeno apareceu a partir da imagem de uma namorada militar nos anos 1930, luvas de enfermeira nos anos 1940, por causa da guerra; uma profissional sexy de terno, com ênfase nas formas femininas durante a revolução sexual", explicou a consultoria.

A conclusão que chegaram é que o uso de tais elementos aconteceu por inércia. "Não correspondem ao espírito moderno da hoje: o chapéu estraga o cabelo ao prender, o lenço em volta do pescoço precisa ser corrigido, e nos ternos bem ajustados ao corpo, as comissárias de bordo muitas vezes se sentem desrespeitosos consigo mesmos", afirmou a empresa.

"Chegamos à imagem de uma menina moderna com uma posição ativa - uma campeã que trabalha por um resultado comum, está pronta para responder e aceitar um desafio, que respeita a si mesma e sua saúde. Então decidimos trocar os sapatos por tênis", complementou, além de pedir para designers ucranianos desenvolverem as demais peças.

*Com informações do Portal Terra.

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