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Notícias Meio Ambiente

Cresce demanda por energia solar no agronegócio

Economia viabilizada por usinas fotovoltaicas pode compensar o investimento em até 4 anos, além de oportunizar mais competitividade aos produtores rurais

26/10/2021 13h31
Por: Vítor Tobias
Créditos: divulgação
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Parte relevante dos custos de um agricultor, a tarifa de energia elétrica foi a responsável por “salgar” o balanço do produtor rural em 2021. Isso explica, em parte, o impacto da inflação na mesa do brasileiro, que vive a difícil missão de levar pra casa a mesma quantidade de alimento comprada há um ano. Além disso, o longo período de seca que atinge as regiões onde estão localizadas as principais hidrelétricas do Brasil pode ocasionar novos aumentos e, na pior das hipóteses, o desabastecimento de energia em algumas localidades.

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Essa soma de fatores colocou em evidência a importância ambiental e econômica do uso de fontes renováveis de energia, sobretudo, para quem depende dela para abastecer o país. Com isso, o novo ciclo do Plano Safra, por exemplo, recebeu do Ministério da Saúde, Pecuária e Abastecimento a inclusão de incentivos à sustentabilidade e, para marcar esse momento, batizou o novo período como “Cada Vez Mais Verde”. “É um movimento muito importante para os produtores. Serão mais de R$ 5 bilhões em recursos, taxas de juros a partir de 5,5% ao ano, carência de até oito anos e prazo de pagamento máximo de até 12 anos. Segundo informações do próprio governo, a principal linha para financiamento de ações sustentáveis teve uma ampliação de 101% em relação aos recursos disponibilizados no plano anterior. Essas ações comprovam a importância da sustentabilidade no agronegócio”, relata o coordenador comercial de agronegócio da Ownergy Solar, Gilmar Ribeiro.   

Com participação atuante nesse processo, a Ownergy Solar se lança no segmento agro para atender à crescente demanda. Especializada no desenvolvimento e na implantação de projetos de energia fotovoltaica, com trabalhos espalhados por 22 estados brasileiros, principalmente em Minas Gerais, onde nasceu e se consolidou como a maior parceira da Cemig, a empresa estruturou seus setores técnico e comercial para atender, inicialmente, produtores rurais dos estados de Goiás e Mato Grosso. “Nosso foco será desenvolver usinas de médio e grande porte para produtores com consumo de energia elétrica a partir de R$ 5 mil por mês. Sabemos que projetos dessa envergadura exigem empresas especializadas, com requisitos difíceis de encontrar no mercado, e nós reunimos essas condições, adquiridas no decorrer dos mais de 500 projetos já finalizados”, ressalta Leandro Maia, diretor de Gestão Integrada da empresa.  

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Com o apoio de sindicatos rurais, cooperativas da região, e em parceria com as principais instituições bancárias fornecedoras de crédito aos ruralistas, a Ownergy contará com condições facilitadas para a comercialização de suas usinas solares, incluindo o financiamento de até 100% das plantas e juros abaixo de 0,7% ao mês. “De acordo com uma simulação do plano Inovagro, fomentado pelo Banco do Brasil, o financiamento de uma usina solar com potência total de 200 kWp, ou seja, capaz de abastecer uma propriedade com despesas aproximadas de R$ 15 mil com energia, pode ser pago em parcelas anuais e em até 10 anos. Nesse modelo simulado, o produtor não investe nem um real e, mesmo considerando o custo de cada parcela, incluindo os juros, o valor poupado anualmente com a usina será sempre maior que a parcela do banco”, explica Gilmar.

 
 
 
 
 
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Além dos meios de crédito tradicionais, o executivo revela ainda uma inciativa inédita da Ownergy para facilitar a vida do produtor que desejar implantar um sistema solar fotovoltaico em sua propriedade. “No plano Agro Permuta, o produtor pagará o investimento por meio de sua safra, sem entrada, sem exigência de garantia real e com pagamentos periódicos em três parcelas que poderão ser quitadas em 12, 24 e 36 meses”, conta.

 
 
 
 
 
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Gilmar frisa ainda que, após o período do financiamento, a economia passa a ser revertida de maneira integral ao produtor, que ganha, além da conveniência de gerar sua própria energia, uma redução significativa nos seus custos. “No caso da simulação apresentada, após o período de pagamento o valor poupado passa a ser integralmente adicionado ao balanço desse produtor. Falamos de cerca de R$ 150 mil reais de economia por ano, no caso específico do financiamento do Inovagro”, analisa. Segundo ele, com todos os incentivos e facilidades apresentadas para a implantação de uma usina solar própria, sem investimento, e com retorno econômico que supera o valor do investimento, aderir ao uso de energia solar se torna uma decisão fácil de tomar. “Os inventivos resultam em redução de custo para o produtor desde o primeiro mês de geração. Além disso, a economia na conta de luz é suficiente para quitar a primeira parcela do financiamento, após o período de carência e as demais parcelas nos anos seguintes. Em suma, só não implanta esse sistema quem, de fato, não quiser”, encerra.

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