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6 mitos e verdades sobre o veganismo

Cada vez mais pessoas se interessam pelo veganismo, mas muitas dúvidas ainda precisam ser esclarecidas

02/11/2021 12h08
Por: Vítor Tobias
Créditos: calendarr
Créditos: calendarr

O veganismo está atraindo um número cada vez maior de pessoas, por diversas razões – consciência ambiental, libertação animal, vontade de se alimentar de forma mais saudável. Muitas pessoas querem parar de consumir produtos de origem animal, ou reduzir este consumo, mas ainda existem muitas dúvidas sobre o assunto, principalmente no que diz respeito à alimentação.

As diferenças entre veganismo e vegetarianismo, por exemplo, não são claras para todos. O veganismo vai muito além da dieta, excluindo o consumo de qualquer tipo de produto de origem animal, como o couro, lã e cosméticos testados em animais.

Mas é na ideia de uma alimentação sem proteína animal que encontramos mais mitos e questionamentos sobre o veganismo. Estas questões, muitas vezes, acabam se tornando um obstáculo para que as pessoas experimentem um modo vida que pode trazer muitos benefícios para a saúde e para o planeta.

Pensando em esclarecer alguns destes pontos, o portal Mude selecionou 6 afirmações sobre o veganismo, entre mitos e verdades, e convidou a nutricionista Alessandra Luglio, ativista do veganismo para nos ajudar a esclarecê-las.

1. Veganos costumam ter deficiência de cálcio

FALSO – O cálcio é um mineral abundante na natureza e está presente no leite de vaca por causa das plantas que o animal ingeriu. Da mesma forma, podemos nos alimentar de vegetais e, com isso, consumir cálcio. “Um copo de leite de vaca entrega uma boa quantidade de cálcio. Sem os laticínios é preciso prestar atenção na alimentação para bater a meta diária, que é em torno de 1.000 mg de cálcio”, explica Alessandra, esclarecendo  uma importante dúvida entre os principais mitos e verdades sobre o veganismo.

2. Atletas também podem ser veganos

VERDADEIRO – Segundo os maiores posicionamentos dietéticos do planeta, uma dieta vegana, quando bem planejada, é adequada para todas as pessoas em todas as fases da vida.  Um atleta é um indivíduo comum que gasta mais energia e tem mais tecidos musculares para recuperar. “Então, o que precisa ser ajustado é a ingestão calórica, para garantir tudo que o atleta precisa, inclusive com algumas vantagens. Uma alimentação menos engordurada vai fazer a digestão ser mais rápida e, com isso, o atleta vai ter mais disposição, menos sonolência e mais energia disponível”. 

3. É importante suplementar vitamina B12

VERDADEIRO – A vitamina B12 não está disponível nos alimentos vegetais e não faz parte do ciclo biológico das plantas. Ela está presente em bactérias no solo, responsáveis pela decomposição e fermentação de matéria orgânica, produzindo vitamina B12. “Não podemos falar que um vegano não precisa suplementar, porque uma dieta vegana tradicional não consegue bater meta de B12”, avisa Alessandra, explicando este que está entre os maiores mitos e verdades sobre o veganismo.

4. Veganismo na infância não é recomendado

FALSO. Diversos estudos científicos internacionais comprovam que o veganismo, quando bem praticado, é seguro em qualquer fase da vida, da gestação até a senilidade. “A necessidade de um bebê vegano não é diferente de um bebê onívoro, isto é, o aleitamento materno é sempre prioridade e a suplementação, mais comum hoje em dia em crianças e bebês não difere muito entre eles, em especial a da vitamina B12”, diz.

5. Veganos tendem a ter deficiência de ferro no organismo

FALSO – O grande volume de ferro de uma alimentação normal vem dos vegetais. O ferro é um mineral presente na natureza e os animais são somente acumuladores desse nutriente. Existem dois tipos de ferro: o heme, presente no sangue dos animais e acoplado a uma proteína que facilita a absorção no organismo humano, e o ferro não-heme, que é o ferro natural encontrado principalmente em leguminosas, folhas verdes escuras, sementes e algumas castanhas.

6. Uma dieta vegana ajuda a prevenir diversas doenças crônicas

VERDADEIRO – Inúmeros estudos científicos comprovam os benefícios da alimentação sem produtos de origem animal, minimamente processada e abundante em alimentos vegetais íntegros (chamada também de whole food plant based). 

“Esses estudos mostram que a dieta vegana tem relação direta com a redução drástica de doenças cardiovasculares, a perda de peso, a redução dos índices de colesterol e dos níveis de diabetes, além da hipertensão arterial e até alguns tipos de câncer, já que 35% dos cânceres estão relacionados à dieta, principalmente ao consumo diário de gorduras animais”.

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