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Notícias Saúde

Desmistificando o exame do toque retal

O exame do toque retal é um procedimento simples que permite a detecção de anormalidades na próstata, inclusive o câncer.

03/11/2021 13h30
Por: Vítor Tobias
Créditos: Shutterstock
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Novembro é o mês de conscientização sobre os cuidados com a saúde do homem. O mês, representado pela cor azul, tem como foco os cuidados relacionados à prevenção e diagnóstico do câncer de próstata, que, de acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA), é o segundo mais comum entre os homens no Brasil. Para além das questões relevantes à saúde, a campanha também busca desmistificar algumas ideias relacionadas ao exame de detecção da doença, já que este é alvo de preconceitos que podem ser prejudiciais para toda a sociedade.

O médico Daniel Pinheiro Ferreira (CRM – MG 43.276), urologista integrante do Sistema Hapvida, alerta sobre a importância de se fazer o diagnóstico do câncer de próstata nas fases iniciais. “90% dos casos podem ser curados se diagnosticados precocemente, por isso a necessidade do rastreamento na população masculina”.

Créditos:Instituto Mario de Abreu

Mas um dos tabus da masculinidade, relacionado ao exame de toque que consegue detectar o câncer em estágios iniciais, ainda é uma barreira. “O preconceito já diminuiu bastante, porém ainda existe uma parcela da população que não aceita fazer o exame. Segundo o INCA, em 2020 serão diagnosticados mais de 65 mil novos casos de câncer de próstata. Então, deixando o preconceito de lado e fazendo, 90% desses casos podem ser curados”, destaca Ferreira.

Por se tratar de uma doença na maioria das vezes assintomática, o especialista alerta que, “quando há alguma manifestação, significa que ela já está numa fase mais avançada”. Portanto, a rotina de cuidados com a saúde que inclui visita regular ao médico e a realização anual do exame de toque ou o de dosagem do PSA, aliada a hábitos de vida saudável, com realização de atividade física e alimentação balanceada, devem ser seguidas continuamente.

Créditos: Shutterstock

Alguns indivíduos, de acordo com a idade e características físicas ou genéticas, estão mais propensos ao diagnóstico positivo dessa doença. Com o objetivo de prevenir, o urologista alerta quais são os grupos que merecem uma atenção especial. “A recomendação da Sociedade Brasileira de Urologia é que os homens, a partir de 50 anos, e mesmo sem apresentar sintomas, devem procurar um profissional especializado para avaliação. Os homens que integrarem o grupo de risco (negros ou que possuem parentes de primeiro grau com câncer de próstata), devem começar seus exames mais precocemente, a partir dos 45 anos”.

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