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Notícias Saúde

Novo tratamento para diabetes começa a ser testado em humanos

Fórmula do novo tratamento promete menos efeitos colaterais

10/11/2021 16h55
Por: Vítor Tobias
Créditos: PixaBay/Banco de Imagens
Créditos: PixaBay/Banco de Imagens

Um novo tratamento que promete ser uma opção com menos efeitos colaterais para pacientes com diabetes tipo 2 vai começar a ser testado em humanos no Canadá. O composto é extraído de flores crocosmia e ainda está na fase 1 de desenvolvimento.

O medicamento natural denominado Montbretina A (MbA) atua inibindo a ação da enzima alfa-amilase. Quando isso acontece, o amido não se quebra imediatamente e vai para o intestino grosso. Isso evita que o amido se transforme em açúcar, não liberando glicose na corrente sanguínea e sem aumentar as taxas dos diabéticos.

“Nossa abordagem é retardar a degradação do componente de amido de seus alimentos, mas não afetar os açúcares simples”, explica Stephen Withers, pesquisador da GlycoNet e chefe do estudo.

Para chegar à planta, Withers disse que os cientistas passaram anos analisando extratos para tentar encontrar um que passe ser usado para evitar a ação da enzima. “Tivemos a sorte de colocar as mãos em uma biblioteca com uma coleção de extratos de diferentes plantas de todo o mundo. Tínhamos 30.000 desses extratos e pudemos rastreá-los para possíveis inibidores da enzima”, disse o pesquisador.

Novo tratamento contra diabetes

Os tratamentos atuais para diabetes que fazem um caminho semelhante normalmente atuam na enzima alfa-glicosidase, impedindo que os açúcares sejam quebrados e liberem glicose. No entanto, isso aumenta o número de gases no intestino, trazendo efeitos colaterais.

“A desvantagem dessas drogas é que os oligossacarídeos que são desviados fornecem ‘fast food’ para as bactérias intestinais mais abaixo, e essas bactérias intestinais produzem uma grande quantidade de gás como subproduto … então o paciente tende a sofrer de diarreia e flatulência. Como consequência, eles não tendem a tomar a droga”, completa Withers.

Os pesquisadores concluíram os testes em animais e conseguiram a liberação para realizar a fase 1 em humanos. No entanto, com a pandemia da Covid-19, a pesquisa acabou sendo adiada. Os cientistas agora se preparam para voltar com o estudo.

*Com informações do Portal Olhar Digital.

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