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O que brasileiros da Geração Z esperam da faculdade?

Programa Oportunidades Acadêmicas aposta em jovens com forte qualificação acadêmica mas com recursos financeiros limitados, mas que sonham em estudar nos EUA. Inscrições gratuitas de 17 de novembro a 10 de janeiro

18/11/2021 13h30
Por: Vítor Tobias
Créditos: Arquivo Pessoal
Créditos: Arquivo Pessoal

Em comparação com a média global, a pandemia inspirou mais de 80% dos jovens  brasileiros a tomarem atitudes para melhorar suas vidas. É o que afirma a pesquisa global Millenials e Gen Z Survey 2021, divulgada pela Deloitte, neste ano.

A pandemia trouxe  novas questões e os tornou  mais atentos às necessidades de outras pessoas em suas comunidades. Para além do isolamento, Davi, Felipe e Lucas são exemplos do protagonismo acadêmico da Geração Z (nascidos entre 1995 e 2010). Vindos de diferentes estados do Brasil, eles possuem histórias bem semelhantes: todos vieram de uma realidade difícil e são os primeiros da família a conquistarem uma vaga em uma universidade. Mais do que isso, todos são os pioneiros em se aventurar a mudar de país para uma graduação. 

 
 
 
 
 
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Eles estão entre os  alunos selecionados pelo Programa Oportunidades Acadêmicas, que oferece orientação e custeia todas as despesas da candidatura para universidades norte-americanas, uma iniciativa do EducationUSA, o network do Departamento de Estado Norte-Americano e da Missão Diplomática dos Estados Unidos no Brasil.

A nova seletiva do Programa Oportunidades Acadêmicas está com inscrições abertas e gratuitas, do dia 17 de novembro até  10 de janeiro, no site www.educationusa.org.br.

Famílias que incentivam

Créditos: arquivo pessoal

Felipi Alisson de Sousa, de Brasília, tem 20 anos e conquistou uma bolsa de estudos  na Stetson University, na Flórida, para o curso de Biologia e Filosofia. De origem muito humilde, seus pais que nunca tiveram a chance de estudar, sempre  o   incentivaram a continuar no caminho da educação. Ele usou a força de sua história como motor para conquistar as inúmeras vitórias acadêmicas:

“Eu venho de uma família muito guerreira. A minha mãe é dona de casa, ela não teve a oportunidade de terminar os estudos porque teve que cuidar dos filhos. O meu pai sempre trabalhou como pedreiro para colocar o pão na mesa. Os dois fizeram questão de deixar claro a importância da educação e como ela pode impactar as nossas vidas. Eu sempre me destaquei muito na escola e eu acho que essa questão de saber de onde eu venho, saber de onde os meus pais vieram, me incentivou muito a fazer isso,” ele conta.

Eles acreditam no poder da educação

Créditos: arquivo pessoal

Davi Maciel tem 19 anos e é natural de Caucaia, Ceará. Hoje, estuda Ciência da Computação em Northwestern University, Illinois. Filho de um funileiro e uma dona de casa, ele sempre foi destaque como o melhor aluno da turma. Aos 11 anos de idade, representou o Brasil em uma Olimpíada de Matemática conquistando uma Menção Honrosa pelo desempenho. Foi o primeiro prêmio das mais de 25 medalhas conquistadas em competições, dentre elas, duas internacionais: Ouro na Olimpíada Ibero-americana de Física e Prata na  Olimpíada Internacional de Física. 

“Decidi tentar uma vaga nas universidades norte-americanas ao final do meu último ano do ensino médio, por querer ir mais longe. A partir daí, eu comecei a estudar inglês sozinho e busquei apoio de mentorias como o Programa Oportunidades Acadêmicas do EducationUSA,” lembra Davi Maciel.

Planos de um mundo melhor

Lucas Lelis, carioca de 19 anos, é aluno bolsista do curso de Economia e Ciências Políticas na prestigiada Universidade de Chicago, onde se formaram grandes executivos, como Carl Sagan e Milton Friedman. O mais novo de três irmãos foi criado pelo pai taxista e mãe funcionária de uma empresa de tecnologia, que nunca o deixaram  desistir dos estudos. Ainda pequeno, conseguiu uma bolsa de estudos em um colégio de prestígio no Rio de Janeiro e seu bom desempenho o levou a ganhar uma nova bolsa de estudos, desta vez, para um curso de verão na Universidade Notre Dame.  Sua trajetória o levou até onde está hoje.

“Foi ali, naquele ambiente internacional, que eu confirmei meu interesse em estudar fora. Lidar com questões de impacto social e economia são pontos importantes para mim. Eu planejo atuar no futuro dentro da área de investimento promovendo oportunidades para pessoas de baixa renda,” diz Lucas. 

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