Domingo, 05 de Dezembro de 2021 13:25
61996377502
Colunas Investimento

O que os investidores fazem para se proteger da inflação?

Tenha um portfólio de investimentos indexado a algum índice de inflação

25/11/2021 08h51 Atualizada há 1 semana
Por: Stéffany Santos
Fonte da Imagem: Uol
Fonte da Imagem: Uol

Não é novidade falar que o assunto inflação causa certo tipo de medo no brasileiro, afinal o país já vivenciou longos períodos de hiperinflação na década de 80 a 90, com níveis que chegaram a atingir 5.000% ao ano.  De lá para cá muita coisa mudou, tivemos a padronização da moeda, o Real (Plano Real), o que trouxe a estabilidade monetária, a criação do COPOM (Comitê de Política Monetária) e as metas de inflação, tudo isso com um único propósito, o controle da alta generalizada de preços.

Passaram-se mais de quatro décadas, desde esse período até 2021 e aqui estamos com  uma inflação acumulada em 12 meses na casa de dois dígitos. E o que todo esse contexto significa?

A inflação é a alta generalizada dos preços de produtos e serviços que corroem o poder de compra do consumidor, isso significa que o seu dinheiro vai perdendo valor no tempo, impactando diretamente a rentabilidade da carteira de investimentos. No entanto, ter um portfólio de investimentos indexado a algum índice de inflação, permite que o seu patrimônio corrija a uma taxa real, acompanhando uma possível oscilação de preços.

Esta relação direta nos trás a importância do entendimento entre  ganho nominal e ganho real. No ganho nominal, é a rentabilidade bruta do investimento que rendeu em um determinado período de tempo; já o ganho real, é a rentabilidade  bruta, menos a  inflação do período.

Para proteger sua carteira contra a inflação, é necessário que o investidor busque ativos e produtos que são indexados a um índice de referência, como por exemplo, o IPCA e o IGP-M. Os mais conhecidos são:

  • Tesouro IPCA: Título público federal  com rentabilidade híbrida, possui uma taxa PRÉ Fixada + IPCA.
  • Renda Fixa privada: CDBs, LCIs e LCAs com rentabilidade híbrida indexada ao IPCA ou IGP-M + uma taxa fixa.
  • Renda Fixa de dívida corporativa: As debêntures, Cris e Cras também são alternativas de investimentos que podem ser indexadas a um índice de inflação.
  • Fundos Imobiliários:  Os aluguéis tendem a ser corrigidos pelo IGP-M, por conta disso investir em fundos imobiliários focados em contratos de locação, é uma alternativa de ter ganhos atrelados à inflação.

Para um bom investidor, além de ter uma carteira com ativos atrelados à inflação, é fundamental estar atento às mudanças do cenário macroeconômico, seus indicadores e à taxa de juros do mercado. Estar  bem posicionado de acordo com os ciclos econômico e financeiro é imprescindível para o sucesso de uma carteira.

Camila Morais - assessora de Investimentos - Formada em Administração de Empresas e com MBA em Gestão Financeira Avançada pela Universidade Paulista. 

Há mais de 5 anos trabalha no mercado financeiro, possui vasta experiência na área comercial, na prospecção, manutenção e controle de carteira de clientes. 

Certificada CEA, CFP, CPA-20, CPA-10 (Anbima) e Assessora Autônoma de Investimentos (Ancord).

 

Nenhum comentário
500 caracteres restantes.
Comentar
Mostrar mais comentários
* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
Ele1 - Criar site de notícias